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01 de julho de 2025
Sobre mulheridades e força

Talvez te ensinaram que era preciso aguentar. Engolir o choro, dar conta de tudo, cuidar dos outros, sorrir mesmo quando estava doendo.

Talvez você tenha aprendido a se calar, a se endurecer, a se cobrar mais do que seria justo e isso foi sendo chamado de força.

Mas, no fundo, não é sobre força, mas, também não é sobre fraqueza.

Não sentir tudo sozinha não te torna fraca. Pedir ajuda não te diminui e dizer que está cansada não é sinal de fragilidade, pelo contrário, é um gesto de coragem, de honestidade e cuidado.

Na psicoterapia, abrimos um espaço para isso, onde você não precisa se justificar, nem estar pronta, nem carregar tudo sozinha, existindo como está. Com a bagunça, com a dúvida, com o silêncio, com o corpo que grita ou que se fechou.

Esse não é um texto sobre ser menos forte, mas sim um convite para ser inteira.

Você não precisa ser forte o tempo todo e na psicoterapia você pode ir experimentando, no teu tempo, outras formas, outras possibilidades.


Paulo Barros

Psicólogo

CRP 07/39646