Nem sempre é fácil se mostrar por inteiro. Muitas pessoas LGBTQIAPN+ crescem aprendendo a se esconder, a medir o tom da voz e não demonstrar seus afetos genuínos. A duvidar do próprio corpo e desejo.
Por isso, buscar psicoterapia pode ser também buscar um espaço onde não seja preciso se defender o tempo todo. Onde você possa simplesmente existir, sentir, dizer e respirar.
Meu trabalho é profundamente atravessado por essa escuta, porque faço parte da comunidade LGBTQIAPN+ e sei que o cuidado precisa ser sensível às marcas que o preconceito, a vergonha e o silenciamento deixaram.
Mas também sei que não somos só ferida. Somos força, criação, desejo, movimento.
Na psicoterapia, não tratamos a sexualidade ou a identidade como um problema. Olhamos para como você se sente no mundo, nas relações, em si. O que te dói, o que te pulsa, o que te trava, o que te move.
Esse é um espaço de acolhimento e presença, onde você pode se reconstruir a partir do que é, não do que disseram que deveria ser.
Paulo Barros
Psicólogo
CRP 07/39646
